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domingo, 22 de abril de 2012

Uma história sobre sonhos


Conta uma velha história que o filho voltou à casa do pai, depois de 20 anos que havia partido e pediu que o pai o aconselhasse.

Disse o filho que precisava muito ouvir a sabedoria do pai, sobre qual era a solução para o enorme problema que estava enfrentando.

- Pai, estou sem forças, não agüento mais. São muitas barreiras colocadas à minha frente. Quando supero uma, logo aparece outra, as vezes maior ainda. Por favor, me ajude. O que devo fazer meu pai?

O pai refletiu por alguns minutos e, em seguida, convidou o filho para um passeio, levando-o até um grande lago onde havia uma barragem de usina.

Chegando lá, perguntou ao filho:

- Meu filho, qual é o seu maior sonho?

- Sonho, pai? Ora, sonho eu não tenho mais. As dificuldades acabaram com meus sonhos.

- Filho, quero que olhes para este lago. Isto aqui era um caudaloso rio até que se construiu aquela barragem e formou-se este lago.

- E daí pai, o que isto tem a ver comigo?

- Tudo, meu filho. Diga-me, você sabe que esta água produz energia que ilumina e movimenta várias cidades, não sabe?

- Sim, pai, disse o filho, sem ainda entender nada.

- Pois saiba que toda esta reserva de energia enorme, acumulada neste lago, vem do sonho da água que é chegar até ao oceano, meu filho. Se a água não tivesse este sonho, ela também não teria esta energia. A barragem freia o sonho, mas a água continua a correr, pelas turbinas, para atingir seu sonho: chegar ao mar.

- Explique melhor, meu pai.

- Você possui fantásticas reservas de forças dentro de você, meu filho. Para soltar toda esta força você precisa ter grandes sonhos, como a água, e ousar vivê-los. Você permitiu que as dificuldades naturais da vida matassem seus sonhos. Se você sonhar de novo, e lutar para tornar seus sonhos realidade, então nada poderá detê-lo.


“Para realizar grandes coisas não basta apenas sonhar, é preciso sonhar e acreditar”.

segunda-feira, 26 de março de 2012

As coisas bonitas na vida

 
Há coisas bonitas na vida! Sim... Mas, bonitas são as coisas vindas do interior de cada um, as palavras simples, sinceras e significativas.
Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos, o beijo soprado...
Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão em que quase todos passeiam...
Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente ao amigo, amiga, namorado, neto...
Bonito é achar a poesia do vento, das flores, do mato, dos animais e das crianças.
Bonito é chorar quando sentir vontade e deixar as lágrimas rolarem sem vergonha ou medo de crítica.
Bonito é gostar da vida e se deixar viver de um sonho.
Bonito é ver a realidade da vida, sem nunca ser extremista, e acreditar na beleza de todas as coisas.
Bonito é a gente continuar sendo gente com G maiúsculo em qualquer situação, principalmente nos momentos de dificuldade.
Bonito é você ser você... nesta bonita vida...!!!
  • desconheço a autoria

quinta-feira, 22 de março de 2012

Isso e Maravilhos!!!

 
E muito fazer parte deste grupo!

Vídeo de Motivação

Este vídeo digo que foi como a minha vida o ano passado e o começo deste, quando sai da congregação achei que o mundo era grande demais para mim. Que não iria me acostumar de maneira nem uma com outra realidade que não fosse salesiana, porém a vida nos ensina que aquila que amamos estará sempre com a gente e foi isso que aconteceu...encontrei outras maneira de fazer pela juventude o mesmo que fazia quando eu era freira, e talvez melhor e percebi que fora de uma escola salesiana existi ainda mas jovens precisando conhecer o carisma do que dentro. Serie como diz o meu outro blog, eternamente salesiana, porém aqui fora com o jovens do mundo todo, não um pequeno grupo agora e todos. A águia me lembra o sofrimento da transformação de vida. Tive que deixar velho costume, e abri a mente para novos chegarem. Mas digo com toda segurança que valeu apena estou pronta para voar mais alto com minha s novas penas, ir além com bico novo e assumir a vida com as minhas novas garras. Sei que a presença de Deus e Maria Auxiliadora estará sempre comigo.





quarta-feira, 21 de março de 2012

Sorteio: Dia do Contador de Histórias


Para comemorar o Dia Internacional do
 Contador de História, que tal um sorteio?
 Eba! O livro que escolhi foi....



'A contadora de histórias' conta a história de 
Dona Dalva, a faxineira da escola, está 
precisando parar de trabalhar porque, com a 
idade, começou a sentir dores nas costas
 e não agüenta mais trabalho pesado. 
Mas os alunos, acostumados com suas histórias, 
não querem se conformar com isso. 
Ficar sem suas histórias? Jamais. 

Ficou interessado? Participar é fácil! Olha só! 
Como participar?


  1. Preencha o formulário de inscrição. 
  2. Não precisa ser seguidor, mas
  3. ficarei muito feliz se você assim o 
  4. fizer, tá? Formulário anexado no 
  5. final do post. Você já tem uma inscrição pelo blog
  6. O sorteio é destinado a todo território Brasileiro.
  7. Você terá até o dia  6 de abril 
  8. para se inscrever. Resultado sairá no dia 9 de abril.
  9. O ganhador terá 3 dias após a 
  10. divulgação do sorteio, 
  11. 12 de abril, para confirmar endeço para postafem do prêmio. 
  12. Deve  enviar para o 
  13. email
  14. contato@caminhandocontando.com. 
  15. Caso eu não receba o referido email, no prazo farei novo
  16.  sorteio entre os inscritos no dia 13 de abril, ok? 
  17. Sorteio será realizado pelo 
  18. Random.org. O  número de 
  19. inscrição corresponderá ao número na planilha. 
Mas Informação entra no Blog da minha amiga contadora de historia no blog http://www.caminhandocontando.com e terá maiores informações. bjos!

O Voador

Era uma vez um caçador que, entrando em uma floresta para caçar, ouviu um choro de criança. Aproximou-se do lugar de onde ele vinha, e viu, no alto de uma árvore, uma criancinha que para lá fora levada por uma ave de rapina, que a arrancara dos braços da mãe, que adormecera debaixo da árvore. 
O caçador trepou na árvore e tirou a criança, um menino, disposto a levá-lo para casa e criá-lo, junto com sua filhinha Lina. De fato, as duas crianças cresceram juntas. 
Como fora levado por uma ave para o alto de uma árvore, o menino ficou chamando Voador. Voador e Lina gostavam tanto um do outro, que ficavam muito tristes quando tinham de se separar.

O caçador tinha uma cozinheira que todas as tardes pegava dois baldes e ia buscar água, e não ia uma só vez, mas muitas vezes, ao poço. Lina teve curiosidade e perguntou à cozinheira, que se chamava Sanna:
__ Por que trazes tanta água?
__ Eu lhe direi, se prometeres não contar a ninguém – disse Sanna.
Ela prometeu não contar, e a cozinheira disse:
__ Amanhã bem cedo, quando teu pai estiver caçando, vou ferver a água toda que eu trouxer, em um balde muito grande, e jogar Voador dentro.
Na manhã seguinte, o caçador saiu bem cedo para caçar, deixando as crianças ainda na cama. E Lina disse a Voador:
__ Se nunca me deixares, eu também nunca te deixarei.
__ Nem agora nem em tempo algum te deixarei – replicou Voador.
__ Vou dizer-te então – falou Lina. – Ontem, vendo a velha Sanna trazer para casa muitos baldes de água, perguntei-lhe porque estava fazendo aquilo, e ela, depois de me fazer prometer que não contaria a ninguém, disse que hoje de manhã cedo ferveria água suficiente para encher uma grande tina, e jogaria você dentro da tina com água fervendo. Mas nós vamos nos levantar logo, vestirmos logo e sairmos daqui juntos.
E as duas crianças levantaram-se, vestiram-se rapidamente e saíram. Quando a água estava fervendo, a cozinheira foi ao quarto procurar Voador para jogá-lo dentro da tina com água fervendo, e, não encontrando-o, assim como Lina, ficou alarmada, perguntando a si mesma:
“O que irei fazer, quando meu patrão voltar para casa e descobrir que as crianças saíram? Tenho de mandar alguém imediatamente atrás delas.”
Deu ordem, então, a três criados de saírem em perseguição às crianças e trazê-las de volta. Elas estavam descansando fora da floresta e, quando viram de longe os três criados correndo, Lina disse a Voador:
__ Se nunca me deixares, eu também não te deixarei.
__ Nem agora nem em tempo algum te deixarei. – replicou Voador.
__ Vais virar uma roseira e eu a rosa da roseira – decidiu Lina.
Quando os três criados chegaram à floresta, não viram nem sinal das crianças, mas apenas uma roseira com uma rosa. Certos de que nada se poderia fazer ali, os criados voltaram para casa para anunciarem o seu fracasso, contando que nada mais tinham visto de novidade, a não ser uma roseira com uma rosa:
__ Idiotas! – exclamou a cozinheira, furiosa. – Deveríeis ter cortado a roseira, colhido a rosa e trazido para cá. Ide fazer isso, imediatamente.
Os criados chegaram à floresta, mas as crianças de longe viram-nos se aproximarem. Lina disse então:
__ Se nunca me deixares, eu também jamais te deixarei.
__ Nem agora nem em tempo algum te deixarei – replicou o outro.
__ Então, vais virar uma igreja e eu o candelabro da igreja.
Assim foi feito, de modo que, quando os três criados lá chegaram, coisa alguma encontraram, a não ser a igreja com um candelabro. Voltaram para junto da cozinheira para se desculparem, e contaram então que só haviam encontrado uma igreja com um candelabro.
__ Idiotas! – exclamou a cozinheira. – Por que não derrubastes a igreja e trouxestes o candelabro?
E a própria cozinheira resolveu ir com os três criados em perseguição aos fugitivos. Estes, porém, mais uma vez avistaram de longe a aproximação de seus perseguidores, e Lina disse a Voador:
__ Se nunca me deixares, eu também não te deixarei.
__ Nem agora nem em tempo algum te deixarei. – replicou Voador.
__ Serás uma lagoa e eu serei um pato nadando nela – disse a menina.
E de fato assim aconteceu.
A cozinheira não tardou a aparecer, e, quando viu a lagoa, deitou-se junto dela, para saciar a sede que o calor e a caminhada haviam provocado.
Então, o pato pousou em sua cabeça e com fortes bicadas empurrou-a para dentro da água, até que a velha bruxa se afogou.
As crianças voltaram para casa, satisfeitíssimas e satisfeitíssimas continuaram, e, se ainda não morreram, estão vivas até hoje.

terça-feira, 20 de março de 2012

A Lenda do Moinho Encantado

Paulo e Lúcio são irmãos, entretanto o destino dos dois é bem diverso. Paulo é rico, mesquinho e até pratica agiotagem. Lúcio é pobre e caridoso. Certa vez, na véspera de Natal, da janela de sua humilde residência, Lúcio observa, com tristeza e dor, os transeuntes regressarem ao lar, levando presentes e guloseimas para os seus. O pobre homem pensa no triste Natal da esposa e dos filhinhos, pois nada tem a oferecer-lhes. Vai ao encontro do irmão rico e egoísta. Não importa em se humilhar para o irmão e pede ajuda para festejar a data tão importante para os cristãos.
- Poderei ajudá-lo. Arrumo-lhe presunto e doces, se fizer o que lhe ordenar. – disse Paulo.
Lúcio recebeu o prometido, comemorou o Natal com a família agradecendo por terem conseguido o que comer, e, depois pôs-se à disposição do irmão.
- Quero que você vá ao inferno para saber o que há de curioso por lá. – determinou Paulo.
Admirado com o extravagante desejo do irmão, mas sem poder voltar atrás com sua palavra, o moço partiu temeroso.Transpôs íngremes montanhas, atravessou rios e enfrentou muitos perigos nas florestas fechadas pelas quais passou. Seguindo os caminhos indicados por magos que viviam nas florestas, após longos meses viajando sem parar, já quase no fim do mundo, Lúcio avistou uma enorme caverna brilhantemente iluminada. Notou que à porta de entrada desta caverna, estava um velhinho de longas barbas grisalhas.
- Senhor, poderia, por favor, indicar-me o caminho do inferno? – perguntou Lúcio.
- O inferno é aqui meu filho. Mas o que você deseja? - falou o velhinho guardião da entrada da caverna.O jovem contou toda a história ao ancião, sem esquecer de um só detalhe sobre como viera parar ali e porque o fizera. Deixou claro que para pagar o que devia, tinha que satisfazer o desejo do irmão.
- Muito cuidado com os demônios – alertou o velhinho. Eles vão oferecer-lhe verdadeiras fortunas em troca da comida que carrega no embornal. Não aceite. Troque-a apenas pelo moinho encantado que está atrás de uma das portas. Agora entre...
O homem entrou. Os demônios o cercaram e ofereceram-lhe um tesouro em troca da comida. Lúcio propôs a troca pelo moinho. Os diabinhos aceitaram e a troca foi realizada.
Lúcio regressou satisfeito e foi ter com o idoso guardião que o ensinou a manejar o moinho encantado.
Ao chegar de volta ao lar, Lúcio contou o sucedido à esposa, que custou a acreditar em história tão mirabolante.
Então ele colocou o moinho sobre um tamborete e pediu-lhe uma mesa bem farta. 
A mesa cobriu-se de toalha de linho; apareceram depois, deliciosos pratos, saborosos manjares e frutas frescas.
Lúcio manuseava o moinho com todo o cuidado, exatamente como o velhinho havia ensinado. Com isso ele ficou riquíssimo. Tudo o que desejava o moinho moia.
A par de tudo o que acontecia, Paulo, o mau irmão, propõe a compra do moinho. Lúcio vende-o, mas, por esquecimento, não ensinou ao irmão como fazer para parar o moinho.
Paulo, para o jantar, pede ao moinho para moer arenque e sopa. O moinho mói... mói... enche os pratos, as travessas, os caldeirões; espalha-se pelo assoalho e vai subindo... subindo... O homem não consegue fazer o moinho parar. Sai de casa e a enxurrada de arenque e de sopa atrás inundando a rua.
Paulo corre à casa do irmão e pede-lhe que vá buscar o moinho infernal. Lúcio consegue fazer o moinho parar, pois o ancião o havia ensinado detalhadamente.
Com o susto, Paulo resolve repensar suas atitudes e decidiu que de agora em diante seria justo e generoso. Lúcio guardou o moinho encantado com todo o cuidado, pois não precisariam mais dele. A família passou a viver unida e feliz.
Entretanto espalhou-se pelo mundo a fama do moinho prodígio. O comandante de um navio, curioso para conhecer o tal moinho encantado, viajou por muitos mares até chegar à região em que habitavam os dois irmãos.
Sem grandes dificuldades, o comandante conseguiu encontrar Lúcio, o protetor do moinho. Propôs comprá-lo e argumentou que só o utilizaria para moer sal. 
Lúcio hesitou um pouco, mas como desejava mesmo se livrar da responsabilidade de guardá-lo, com um certo pesar, concordou e vendeu o moinho ao comandante.
Com receio de Lúcio arrepender-se do negócio, o comandante partiu apressadamente sem ter aprendido direito a fazer parar o moinho. Já distante, em alto mar, o comandante ordenou:
- Depressa moinho, moa bastante sal.
O moinho começou a moer apressadamente. O navio naufragou e toda a tripulação morreu.
Até hoje o moinho encantado está no fundo do mar moendo... moendo sem parar. Por isso a água do mar é salgada, muito salgada.